Prefeitura inicia projeto da “Times Square Paulistana” No centro e mira estreia no Clima da Copa Do Mundo
A Prefeitura de São Paulo iniciou, em fevereiro, os preparativos para implantar uma espécie de “Times Square” na capital, com painéis luminosos e projeções artísticas no cruzamento das avenidas São João e Ipiranga, na região da República. A iniciativa é apresentada como parte do pacote de ações voltadas à revitalização do centro da cidade.
Pelo cronograma em discussão, a implementação deve começar em 15 de março. A estimativa interna é que a instalação leve três a quatro meses, o que colocaria o projeto em funcionamento no segundo semestre, entre junho e julho. Nos bastidores, a intenção é que a operação já estreie com programação e ambientação que conversem com a Copa do Mundo, aproveitando o apelo do calendário esportivo para atrair público e reforçar a imagem do centro como polo de eventos e cultura.
Como deve ser a intervenção
A proposta prevê, inicialmente, a instalação de cerca de quatro quadros luminosos com exibição de filmes e intervenções artísticas. Para prédios tombados, que não podem receber estruturas de LED, a alternativa apontada é o uso de projeções, estratégia já utilizada pela cidade em ações como o “Natal Iluminado” em pontos históricos.
Apesar do apelido popular de “Times Square”, a gestão municipal estuda batizar o espaço como Boulevard São João. Também está sendo considerada a possibilidade de fechar o cruzamento em dias de intervenções maiores especialmente em programações culturais de fim de semana, ampliando a área para circulação de pedestres e atividades.
Aprovações e regras da Cidade Limpa
O caminho burocrático inclui etapas com órgãos municipais. A partir de 11 de fevereiro, a Subprefeitura da Sé deve formalizar um termo de cooperação e encaminhar projetos para análise. Depois, o plano passaria por avaliação do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) e do Conpresp, além de análise da CPPU em março, já que a comissão regula elementos visuais e anúncios dentro das diretrizes da Lei Cidade Limpa.
A Prefeitura afirma que o projeto será estruturado para respeitar as regras atuais, sem “atalhos” regulatórios. A proposta, segundo pessoas ligadas à formulação, é viabilizar parcerias culturais com empresas, com foco em conteúdo artístico — e não em publicidade tradicional —, em um modelo de apoio/patrocínio discreto.
O tema ganha relevância porque há, em paralelo, discussão na Câmara sobre mudanças na legislação de publicidade urbana: vereadores aprovaram em primeira votação um texto que busca “modernizar” a Cidade Limpa, com permissões mais amplas para anúncios e formatos maiores em áreas hoje restritas.